O velho Mestre pediu a um jovem muito triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e
levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal
no lago. Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água corria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! Disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? Perguntou o Mestre.
- Não, disse o jovem.
O Mestre então lhe disse:
A dor na vida de uma pessoa não muda, mas o sabor da dor irá depender
de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve
fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais
valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É
deixar de ser copo para tornar-se um Lago.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
Paulo Coelho
É
preciso permitir que alguém nos ajude, nos apoie, nos dê forças para
para continuar. Se aceitamos este amor com pureza e humildade,vamos
entender que o Amor não é dar ou receber - é participar.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Brahma Kumaris
Quando
somos honestos sobre nossas limitações e fraquezas, isso faz com que os
outros e mesmo Deus nos ajudem no que nos falta. É por isso que a rosa
está sempre sorrindo, ela não tenta esconder os espinhos.
Os espinhos são tão honestamente visíveis que ainda assim as pessoas querem colher a rosa pela sua fragrância. Deus fica satisfeito com um coração honesto.
Por isso Ele sempre mostra como remover os espinhos e alcançar o destino da verdade.
Os espinhos são tão honestamente visíveis que ainda assim as pessoas querem colher a rosa pela sua fragrância. Deus fica satisfeito com um coração honesto.
Por isso Ele sempre mostra como remover os espinhos e alcançar o destino da verdade.
domingo, 28 de julho de 2013
Pe. Fabio de Melo
Simplicidade
é um conceito que nos remete ao estado mais puro da realidade. A
semente é simples porque não se perde na tentativa de ser outra coisa. É
o que é. Não desperdiça seu tempo querendo ser flor antes da hora.
Cumpre o ritual de existir, compreendendo-se em cada etapa.
sábado, 27 de julho de 2013
Carlos Drummond de Andrade
Bati no portão do tempo perdido, ninguém atendeu.
Bati a segunda vez e mais outra e mais outra.
Resposta nenhuma.
A casa do tempo perdido está coberta de hera
pela metade; a outra metade são cinzas.
Casa onde não mora ninguém, e eu batendo e chamando
pela dor de chamar e não ser escutado.
Simplesmente bater. O eco devolve
minha ânsia de entreabrir esses paços gelados.
A noite e o dia se confundem no esperar,
no bater e bater.
O tempo perdido certamente não existe.
É o casarão vazio e condenado.
Bati a segunda vez e mais outra e mais outra.
Resposta nenhuma.
A casa do tempo perdido está coberta de hera
pela metade; a outra metade são cinzas.
Casa onde não mora ninguém, e eu batendo e chamando
pela dor de chamar e não ser escutado.
Simplesmente bater. O eco devolve
minha ânsia de entreabrir esses paços gelados.
A noite e o dia se confundem no esperar,
no bater e bater.
O tempo perdido certamente não existe.
É o casarão vazio e condenado.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Álvaro de Campos
Começo
a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Mia Couto
Nosso amor é impuro
como impura é a luz e a água
e tudo quanto nasce
e vive além do tempo.
Minhas pernas são água,
as tuas são luz
e dão a volta ao universo
quando se enlaçam
até se tornarem deserto e escuro.
E eu sofro de te abraçar
depois de te abraçar para não sofrer.
E toco-te
para deixares de ter corpo
e o meu corpo nasce
quando se extingue no teu.
E respiro em ti
para me sufocar
e espreito em tua claridade
para me cegar,
meu Sol vertido em Lua,
minha noite alvorecida.
Tu me bebes
e eu me converto na tua sede.
Meus lábios mordem,
meus dentes beijam,
minha pele te veste
e ficas ainda mais despida.
Pudesse eu ser tu
E em tua saudade ser a minha própria espera.
Mas eu deito-me em teu leito
Quando apenas queria dormir em ti.
E sonho-te
Quando ansiava ser um sonho teu.
E levito, voo de semente,
para em mim mesmo te plantar
menos que flor: simples perfume,
lembrança de pétala sem chão onde tombar.
Teus olhos inundando os meus
e a minha vida, já sem leito,
vai galgando margens
até tudo ser mar.
Esse mar que só há depois do mar.
como impura é a luz e a água
e tudo quanto nasce
e vive além do tempo.
Minhas pernas são água,
as tuas são luz
e dão a volta ao universo
quando se enlaçam
até se tornarem deserto e escuro.
E eu sofro de te abraçar
depois de te abraçar para não sofrer.
E toco-te
para deixares de ter corpo
e o meu corpo nasce
quando se extingue no teu.
E respiro em ti
para me sufocar
e espreito em tua claridade
para me cegar,
meu Sol vertido em Lua,
minha noite alvorecida.
Tu me bebes
e eu me converto na tua sede.
Meus lábios mordem,
meus dentes beijam,
minha pele te veste
e ficas ainda mais despida.
Pudesse eu ser tu
E em tua saudade ser a minha própria espera.
Mas eu deito-me em teu leito
Quando apenas queria dormir em ti.
E sonho-te
Quando ansiava ser um sonho teu.
E levito, voo de semente,
para em mim mesmo te plantar
menos que flor: simples perfume,
lembrança de pétala sem chão onde tombar.
Teus olhos inundando os meus
e a minha vida, já sem leito,
vai galgando margens
até tudo ser mar.
Esse mar que só há depois do mar.
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