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sexta-feira, 4 de julho de 2014
Cáh Morandi
Se
um homem soubesse o poder que seu abraço tem ao acolher uma mulher, a
segurança que ela sente, todas as melhores coisas que passam em sua
mente, o quanto ela se entrega. Se ele desconfiasse que naquele momento
ele a tem inteira, completa, repleta de uma felicidade extrema. Será que
ele se manteria ali por mais alguns segundos? Será que a pressa de um
abraço seco se tornaria próximo do que uma mulher sente? Será que ele
entenderia que essa coisa tão simples, tão gratuita, dentre muitas
coisas no mundo é o que gente mais precisa, é o que nos abriga, é o que
dá paz ao nosso sono?
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Cáh Morandi
Jurava
que não prenderia teu olhar, mas ao contrário: fui presa.
Surpreendeu-me na insignificância do momento, coloriu-me numa moldura de
delicadezas, deu-me as mãos dentro da minha escuridão. Convidou-me para
fora, beijou-me delicadamente cada cicatriz. Não me perguntou sobre as
feridas: trouxe-me a cura.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Cáh Morandi
Queremos as coisas rápido demais, sem entender que a primavera se prepara debaixo do chão frio, repleto de flores secas.
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